Amar também é... poder desagradar!


O Dia dos Namorados se aproxima e a palavra de ordem é "presente" e o verbo é "agradar". Ou alguém deseja receber da pessoa querida um presente desagradável? Claro que não. Porém eu digo que o amor está na maneira como outro recebe nossos desagrados. Pois é fácil amar alguém que é sempre agradável...fácil e chato.

Quando desejamos ser verdadeiros com nós mesmos, causar um certo desprazer no outro é inevitável. Afinal, nem almas gêmeas univitelinas têm os mesmos desejos e a mesma visão de vida, graças ao bom universo! Às custas de nunca desagradar sonhos são enterrados, relações apodrecem e a união de dois faz menos um.

Portanto ajustes são necessários e dizer "não" é preciso. Diga "não" ao que você não quer e deixe espaço para o que você quer se manifestar. Desagrade, por amor. Abra uma oportunidade para se ser aceito ou aceita pelo que você é.

Este é o maior presente que se pode dar a quem se ama: ser quem se é, simples e naturalmente, sem por nem tirar.

E poder dizer: "Olha, estou aqui. Este sou eu, aí está você. Não nos amamos só pelo que há em mim, nem pelo que há em você, mas sim pelo que há entre nós". Assim deixamos de lado nossa busca pela perfeição, pela adequação e a necessidade de agradar para sermos aceitos e recolocamos o foco no relacionar-se, onde as diferenças tem vez e reforçam os laços. Onde um mais um é igual a três, dois amantes e uma relação.

Feliz Dia dos Namorados! E se você está solteira ou solteiro, fica a dica, busque alguém a quem você sente que pode desagradar. Que irá aceitar o seu desagrado como um sinal de que você existe por si só e tem algo a oferecer.

Gratidão!


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